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Vorax Lubrificantes

Uma marca do Grupo Energis 8 Brasil

API, ILSAC, ACEA e JASO: afinal, o que significam essas siglas no óleo lubrificante?

API, ILSAC, ACEA e JASO: afinal, o que significam essas siglas no óleo lubrificante?

Um cliente chega ao balcão e encontra dois lubrificantes 5W-30.

A viscosidade é a mesma, mas em uma embalagem aparecem siglas como API SQ e ILSAC GF-7. Em outra, ACEA C3. Em um óleo para motocicleta, surge ainda JASO MA2.

A pergunta é quase inevitável:

“Afinal, o que significam todas essas letras?”

Para quem vende, distribui ou aplica lubrificantes, saber responder essa dúvida faz diferença. Afinal, a viscosidade é uma informação importante, mas não conta sozinha toda a história sobre um óleo.

Siglas como API, ILSAC, ACEA e JASO estão relacionadas a padrões de desempenho e requisitos técnicos que ajudam a identificar para quais tipos de motores, sistemas e condições determinado lubrificante foi desenvolvido.

Entender essas classificações ajuda o consumidor a fazer escolhas mais conscientes e dá ao profissional mais segurança para recomendar o produto correto.

Neste guia, vamos traduzir essas siglas para uma linguagem simples e mostrar o que realmente precisa ser observado na hora da escolha.

Antes de tudo: viscosidade e especificação não são a mesma coisa

Esse é o primeiro ponto que vale explicar ao cliente.

Quando vemos indicações como 0W-20, 5W-30, 5W-40 ou 20W-50, estamos falando do grau de viscosidade SAE do lubrificante.

Já siglas como API, ILSAC, ACEA e JASO estão ligadas a requisitos de desempenho.

Em outras palavras:

SAE ajuda a identificar como o óleo se comporta em relação à viscosidade.

API, ILSAC, ACEA e JASO ajudam a identificar requisitos que aquele lubrificante atende em sua aplicação.

Por isso, dois produtos 5W-30 podem ter características e aplicações diferentes.

É justamente por esse motivo que escolher um óleo apenas pelo número estampado na frente da embalagem pode levar a uma indicação inadequada.

O que significa API no óleo lubrificante?

API é a sigla para American Petroleum Institute.

A organização estabelece categorias de serviço utilizadas para classificar o desempenho de óleos para diferentes tipos de motores.

Nos lubrificantes para motores a gasolina, por exemplo, encontramos classificações iniciadas pela letra S, como:

  • API SL;

  • API SM;

  • API SN;

  • API SP;

  • API SQ.

Já os lubrificantes destinados a motores diesel comerciais utilizam classificações iniciadas pela letra C, como:

  • API CI-4;

  • API CK-4.

Essas classificações acompanham a evolução dos motores e dos requisitos de desempenho.

A atual categoria API SQ, por exemplo, foi introduzida para acompanhar demandas de motores modernos relacionadas a aspectos como controle de depósitos, proteção contra desgaste e pré-ignição em baixa rotação, conhecida como LSPI.

 

Como explicar API para o cliente?

Uma resposta simples seria:

“A API indica um nível de desempenho que o óleo atende. Ela ajuda a identificar se aquele lubrificante foi desenvolvido para atender às exigências de determinado tipo e geração de motor.”

Mas existe um cuidado importante: não devemos tratar as letras simplesmente como uma escala em que “quanto mais nova, melhor para qualquer carro”.

A aplicação correta continua dependendo da recomendação do fabricante do veículo.

E o que significa ILSAC?

ILSAC significa International Lubricant Specification Advisory Committee.

Suas especificações são especialmente relacionadas a óleos para motores a gasolina de veículos de passeio e consideram aspectos como proteção do motor, economia de combustível, sistemas de controle de emissões e desempenho em determinadas condições de operação.

É comum encontrar API e ILSAC juntas na mesma embalagem.

Entre as classificações que o mercado já conhece estão:

  • ILSAC GF-5;

  • ILSAC GF-6A;

  • ILSAC GF-6B;

  • ILSAC GF-7A;

  • ILSAC GF-7B.

As categorias GF-7A e GF-7B representam a geração mais recente desta especificação.

Como explicar ILSAC para o consumidor?

Uma boa resposta de balcão seria:

“A ILSAC também avalia requisitos de desempenho do lubrificante, especialmente para motores a gasolina de veículos de passeio. Ela considera tanto a proteção do motor quanto características relacionadas à eficiência e aos sistemas modernos do veículo.”

Assim, o consumidor entende a finalidade da sigla sem precisar conhecer todos os testes realizados para chegar àquela classificação.

O que significa ACEA?

ACEA é a sigla da European Automobile Manufacturers’ Association, a associação europeia de fabricantes de veículos.

As chamadas ACEA Oil Sequences estabelecem requisitos de desempenho para diferentes aplicações de motores utilizados no mercado europeu.

É comum encontrar classificações ACEA em veículos de fabricantes europeus e em lubrificantes desenvolvidos para atender a essas aplicações.

As categorias são organizadas de acordo com diferentes tipos de motor e sistemas.

Entre elas, existem sequências destinadas a:

  • motores a gasolina e diesel leves;

  • motores equipados com determinados sistemas de pós-tratamento de emissões;

  • motores diesel pesados.

Por isso encontramos designações como ACEA A/B, ACEA C e ACEA E, seguidas de números que identificam categorias específicas.

Um exemplo bastante conhecido é ACEA C3, presente em lubrificantes destinados a aplicações que exigem características compatíveis com determinados sistemas modernos de tratamento de emissões.

Como responder ao cliente?

Você pode explicar desta maneira:

“ACEA é uma classificação europeia. Ela define requisitos de desempenho para diferentes tipos de motores e tecnologias utilizadas principalmente por fabricantes europeus.”

Mais uma vez, a letra ou o número isoladamente não deve determinar a compra.

O importante é comparar a especificação indicada pelo fabricante com aquela informada no lubrificante.

E JASO? Por que essa sigla aparece tanto em óleo para motocicleta?

Quem trabalha com motocicletas provavelmente já encontrou indicações como: JASO MA ou JASO MA2.

JASO está relacionada aos padrões automotivos japoneses e possui uma classificação específica para óleos destinados a motocicletas de quatro tempos.

Isso é especialmente relevante porque, em muitas motos, o mesmo lubrificante participa da lubrificação do motor, da transmissão e trabalha em conjunto com sistemas de embreagem úmida.

Nesse cenário, as características de atrito do óleo têm grande importância.

A classificação JASO T 903 contempla categorias como MA, MA1, MA2 e MB, definidas de acordo com requisitos específicos de desempenho e comportamento de atrito.

Como explicar JASO MA ou MA2 para o cliente?

Uma forma simples seria:

“JASO é uma classificação muito importante nos óleos para motocicletas porque considera características específicas desse tipo de aplicação, inclusive o comportamento do lubrificante em sistemas que utilizam embreagem úmida.”

Isso também ajuda a explicar por que não é recomendável escolher qualquer óleo de motor apenas porque sua viscosidade parece compatível com a motocicleta.

Então API, ILSAC, ACEA e JASO fazem a mesma coisa?

Não exatamente.

Todas ajudam a estabelecer referências de desempenho, mas foram desenvolvidas por organizações diferentes e possuem critérios, aplicações e estruturas próprias.

De forma bastante resumida:

API
Classifica níveis de desempenho para óleos de motores a gasolina e diesel e é amplamente utilizada no mercado automotivo.

ILSAC
Está fortemente relacionada aos requisitos dos motores a gasolina de veículos de passeio, incluindo aspectos de proteção, eficiência e tecnologias modernas.

ACEA
Reúne sequências de desempenho muito presentes nas especificações de fabricantes europeus, contemplando diferentes tipos de motores e sistemas.

JASO
Tem grande relevância no universo das motocicletas, com requisitos específicos para óleos utilizados em motores 4 tempos e suas características de atrito.

O mais importante é entender que essas siglas não concorrem necessariamente entre si.

Um mesmo lubrificante pode atender a mais de uma classificação quando sua formulação e seu desempenho cumprem os requisitos correspondentes.

A frase que o vendedor deve evitar: “esse é melhor porque a especificação é maior”

Classificações de lubrificantes não devem ser analisadas como se fossem versões de um celular.

Um número maior ou uma letra mais recente não significa automaticamente que o produto seja a escolha correta para qualquer veículo.

Existem situações de retrocompatibilidade entre algumas categorias, mas isso deve ser avaliado considerando a própria norma e, principalmente, a recomendação do fabricante.

Além disso, determinadas montadoras estabelecem especificações próprias.

Por isso, uma indicação segura considera o conjunto: viscosidade + nível de desempenho + especificações exigidas + aplicação do veículo.

É essa combinação que transforma a venda de um lubrificante em uma recomendação técnica.

O cliente perguntou: “Então qual dessas siglas eu tenho que procurar?”

Essa talvez seja a resposta mais importante deste guia.

Você pode dizer:

“Primeiro precisamos verificar o que o fabricante do seu veículo recomenda. Depois, procuramos um óleo que tenha a viscosidade e as especificações compatíveis com essa recomendação.”

Simples, correto e fácil de entender.

Antes de indicar um produto, vale confirmar:

  1. modelo do veículo;

  2. ano;

  3. motorização;

  4. viscosidade recomendada;

  5. nível de desempenho exigido;

  6. especificações ou aprovações indicadas pela fabricante.

O manual do veículo continua sendo a principal referência.

E onde a VORAX entra nessa conversa?

Conhecimento técnico também faz parte de uma boa venda.

O portfólio VORAX reúne lubrificantes desenvolvidos para diferentes aplicações e níveis de desempenho, permitindo atender desde veículos de passeio e motocicletas até veículos pesados e sistemas que possuem requisitos específicos.

Na própria linha é possível encontrar produtos que atendem diferentes referências de mercado, como API, ILSAC, ACEA e JASO, de acordo com a aplicação de cada lubrificante.

Isso dá ao distribuidor, lojista, mecânico e profissional da troca de óleo uma possibilidade importante: construir um mix mais preparado para a diversidade da frota e, ao mesmo tempo, oferecer uma recomendação baseada em informação.

Porque ter variedade na prateleira é importante.

Saber qual produto retirar dela para cada cliente é ainda mais.

Quer ampliar seu portfólio com lubrificantes desenvolvidos para diferentes aplicações e exigências do mercado automotivo? Conheça a linha VORAX e conte com uma marca que une tecnologia, qualidade e informação para ajudar você a recomendar com confiança.

 

VORAX –  A proteção que seu motor precisa.